{"id":132,"date":"2011-04-11T12:27:16","date_gmt":"2011-04-11T14:27:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracampobelo.com.br\/noticias\/?p=132"},"modified":"2019-04-29T18:55:29","modified_gmt":"2019-04-29T20:55:29","slug":"campo-belo-alunos-fazem-homenagem-a-mortos-em-tragedia-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracampobelo.com.br\/sobre\/campo-belo-alunos-fazem-homenagem-a-mortos-em-tragedia-no-rio\/","title":{"rendered":"Campo Belo: Alunos fazem homenagem a mortos em trag\u00e9dia no Rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"1cfda93c6640a8762b4fe319eb685dc5\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Alunos do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio Rio Branco em Higien\u00f3polis, regi\u00e3o  central de S\u00e3o Paulo,  promoveram na manh\u00e3 desta sexta-feira, 8, um ato  para homenagear as  crian\u00e7as mortas no atentado ocorrido ontem em uma  escola carioca.  Vestidos de preto, os estudantes fizeram um minuto de  sil\u00eancio,  confeccionaram cartazes de rep\u00fadio a viol\u00eancia e cantaram  m\u00fasicas que  enfatizam o sentimento de solidariedade.<\/p>\n<p>O movimento foi  organizado pelos alunos do 3.\u00ba ano no Facebook e  contou com a  participa\u00e7\u00e3o de colegas das outras s\u00e9ries, representantes  da dire\u00e7\u00e3o e  funcion\u00e1rios do col\u00e9gio. Segundo a orientadora educacional  do ensino  m\u00e9dio, Leda Soares, os estudantes manifestaram &#8220;medo&#8221;, mas &#8220;de  forma  velada&#8221;. &#8220;Este medo n\u00e3o os paralisou, mas os motivou a demonstrar   solidariedade \u00e0s fam\u00edlias das crian\u00e7as&#8221;, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Depois que todos cantaram juntos m\u00fasicas como <em>Dias Melhores<\/em>, do Jota Quest, e <em>Epit\u00e1fio<\/em>,   do Tit\u00e3s, os orientadores educacionais do Rio Branco conversaram com  os  jovens. &#8220;Dissemos que todos estamos abalados com o que houve e   valorizamos a iniciativa dos alunos&#8221;, conta Leda. &#8220;N\u00e3o falamos muito,   porque o momento n\u00e3o \u00e9 de palavras, mas de reflex\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es  como a do Col\u00e9gio Rio Branco devem ser repetidas em  outras escolas,  defende a professora de psicologia de educa\u00e7\u00e3o da  Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o  da USP Silvia Colello. &#8220;O que aconteceu no Rio de  Janeiro merece  destaque n\u00e3o s\u00f3 porque est\u00e1 em relevo na m\u00eddia. Da  trag\u00e9dia, podemos  extrair aprendizagem de princ\u00edpios e valores&#8221;, diz a  docente. Para ela,  as escolas precisam discutir quest\u00f5es como viol\u00eancia,  solidariedade e  rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>Neste momento, diz Silvia, \u00e9 importante para o  col\u00e9gio escutar o  aluno e acolher suas ang\u00fastias. Depois, abrir espa\u00e7o  para reflex\u00e3o sobre  os motivos do crime e, por fim, pensar no que pode  ser feito para  impedir situa\u00e7\u00f5es semelhantes. Mas ela alerta: o assunto  precisa ser  tratado com graus de profundidade diferente, dependendo da  faixa et\u00e1ria  dos estudantes. &#8220;E lembrar sempre que a escola \u00e9 um  espa\u00e7o de  valoriza\u00e7\u00e3o da vida&#8221;, afirma a professora.<\/p>\n<p>O Col\u00e9gio Batista Brasileiro, em Perdizes, zona oeste,  pretende  seguir essa orienta\u00e7\u00e3o. Hoje \u00e0 tarde, a dire\u00e7\u00e3o da escola se  reuniu para  discutir como vai abordar a chacina do Rio com seus alunos  do ensino  infantil ao m\u00e9dio. Segundo a coordenadora do ensino  fundamental, Selma  Guedes, o momento \u00e9 de acalmar as crian\u00e7as. &#8220;Elas  est\u00e3o muito  estressadas. Tentamos desviar a aten\u00e7\u00e3o para as coisas boas  da escola.  Mas \u00e9 claro que o trauma vai ficar.&#8221;<\/p>\n<p>No Magister, em Interlagos, zona sul,  o professor de filosofia das  turmas do ensino fundamental, Clayton  Fernandes, deixou de lado as aulas  do 8.\u00ba e 9.\u00ba anos preparadas para  hoje e discutiu a trag\u00e9dia do Rio com  seus alunos. &#8220;Eles j\u00e1 chegaram  falando disso, porque n\u00e3o esperavam que  acontecesse dentro de uma  escola e com crian\u00e7as da idade deles&#8221;, diz  Fernandes. &#8220;Acho que estavam  ansiosos para desabafar.&#8221;<\/p>\n<p>O professor conta que trabalha o tema  viol\u00eancia a partir de estudos  de caso, como os recentes registros de  agress\u00e3o a gays na Avenida  Paulista e o assassinato do \u00edndio Galdino  Jesus dos Santos, em Bras\u00edlia,  em 1997. Hoje, Fernandes aproveitou para  falar mais uma vez sobre  bullying. &#8220;Qualquer viol\u00eancia gera rea\u00e7\u00e3o&#8221;,  destacou.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o do V\u00e9rtice, col\u00e9gio do Campo Belo, zona sul, n\u00e3o  desenvolveu atividades especiais para discutir em sala de aula o que  aconteceu no Rio.<\/p>\n<p>&#8220;O tema viol\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 na pauta de nossos processos  de ensino e  aprendizagem&#8221;, explica o diretor Adilson Garcia. &#8220;Mostramos  a nossos  alunos que estamos aqui para ajud\u00e1-los a compreender melhor a  trag\u00e9dia  e, principalmente, para proteg\u00ea-los.&#8221;<\/p>\n<p><em>Fonte: O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alunos do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio Rio Branco em Higien\u00f3polis, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, promoveram na manh\u00e3 desta sexta-feira, 8, um ato para homenagear as crian\u00e7as mortas no atentado ocorrido ontem em uma escola carioca. Vestidos de preto, os estudantes fizeram um minuto de sil\u00eancio, confeccionaram cartazes de rep\u00fadio a viol\u00eancia e cantaram m\u00fasicas que enfatizam o sentimento de solidariedade. O movimento foi organizado pelos alunos do 3.\u00ba ano no Facebook e contou com a participa\u00e7\u00e3o de colegas das outras s\u00e9ries, representantes da dire\u00e7\u00e3o e funcion\u00e1rios do col\u00e9gio. 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